:: dissonância cognitiva



'a teoria da dissonância cognitiva defende que cognições contraditórias servem como estímulos
para a mente obter ou criar novos pensamentos, ou modificar crenças pré-existentes.
'
entramos em dissonância cognitiva quando não conseguimos encaixar o pensamento na gaveta certa.
como funcionamos por rotulagem, se não sabemos que rótulo aplicar, ficamos por momentos confusos.
como quando queremos guardar um ficheiro no computador e não sabemos bem em que pasta.
claro está, que a melhor maneira de marcar alguém é confundi-la deliberadamente.
sem saber onde arrumar o que vê no seu pensamento a pessoa pelo menos pára para analisar..

isto tudo para apresentar josé james, nesta remistura de moodyman: desire

ouço em modo repeat sem me decidir: musica ou suspiro? ritmo ou pausa? seda ou veludo?

jazz, blues ou groove?
amor ou desdém completo? desejo ou lamento?

fica pelo rótulo da companhia: charme..

:: new york, i love you

depois do Paris, je t'aime, os produtores mudaram-se para new york. levaram natalie portman atrás e fizeram dela realizadora. juntaram mais uma mão cheia de actores e realizadores de renome, uma dezena de histórias que se cruzam pela big apple. histórias sempre liberais, menos paixão e romance, mais vida cosmopolita. mas real, sem o suposto brilho do starlight.
não prende como o Paris, mas envolve e leva-nos entre histórias por uma mistura de raças e formas de vida.
com banda sonora no ponto, mais divertido do que apaixonado, tem momentos brilhantes.
filme perfeito para o fim de tarde/noite chuvoso de um destes domingos..


:: deixem-me rir

a maioria dos portugueses não tem sentido de humor. são humoristas apenas no sentido de saber contar anedotas. riem-se e gostam de dizer piadas, mas isso não é um sentido. é um desporto.
um sentido é ver ou cheirar. tem-se. um desporto é correr ou saltar. escolhe-se. essa é a diferença.
o que falta aos portugueses é a permanência do humor, que é a ironia.
quando existe, está sempre ligada, até nas piores situações. especialmente nas piores situações.
e não é sermos capazes de rirmo-nos de tudo. é antes o talento mórbido - mas hilariante - de ser capaz de descobrir no mais trágico ou entediante episódio o tesouro escondido que nos deixa rir dele.
ter sentido de humor é cada um rir-se de si próprio sem a ajuda ou a presença de mais ninguém.
não é um exercício que se faz para divertir os outros. é um reflexo incontornável perante os acidentes da vida que tem uma recompensa muito maior do que o divertimento dos outros. a recompensa do humor é acompanhar (e reduzir um bocadinho) o nosso sofrimento com um visão externa do ridículo ou irónico do que nos aconteceu. a canção de Jorge Palma tem, afinal, toda a razão: 'deixem-me rir'.
ou seja: não me impeçam, não me proíbam de ter a mais saudável reacção que se possa ter..

' excerto de crónica de Miguel Esteves Cardoso, na revista do i: nós, humoristas

:: marialva

' o senhor que eu achava o máximo da elegância e simpatia e frequentava o 11º, 2º esquerdo da Alameda, em dias festivos, prontificando-se sempre para ir buscar as tias Adelina e Ivone a casa no seu lindo BMW preto; esse senhor, era um Marialva. ponto final.
era atencioso, fazia coisas que os outros homens não faziam, que apesar de ser como era (isto é: rico, exagerado, um tudo-nada fadista), era um homem de gestos elegantes e que sabia, como ninguém, comportar-se à mesa. nele se misturam pequenas doses de libertinagem, o cinismo típico dos privilegiados ou dos aristocratas, sei lá, a que eu achava imensa piada, e que era dotado entre outras merdas que nem vale a pena falar, de um estado de alma muito sui generis que misturava sempre saudade com outra tristeza qualquer e que aos meus olhos o transformava sempre num caixeiro-viajante de visita à familia, com o ar aptecível das coisas perigosas e dificeis..

' mónica marques, crónica na revista do i: nós, marialvas

:: bombay mood

gosto de beber um gin muito tónico e pouco gin. um equilíbrio perfeito:
sente-se o calor do álcool, mas sem doer. o agridoce estranha-se no paladar, mas vicia.
isto tudo em bombay mood: sem pressas, algures numa esplanada ao cair do dia.
com boa conversa e companhia a condizer: imagem forte, saborosa, agridoce.. viciante.


a banda sonora tem de ser esta (clic)
BigMuff MyFunnyValentine Brazilectro Butti49 NordicLounge DePhazz
DimitriFromParis UneVeryStylishFille Gabin Hird JoseJames Desire
Moodyman Minus8 Starlight Seizetheday WaxTailor YouFlyMe Fingathing
SinnersLounge Smooth SarahVoughan GotanProject WhateverLolaWants_
ThieveryCorporation Visioneers LoungCouture DoctorRockit CafeDeFlore

:: bloom!!


há filmes assim: divertem, entusiasmam, deixam-nos bem dispostos,
e com uma vontade demasiada de fazer o que nos der na gana! só andamos cá uma vez porra..
os irmãos bloom tem argumento entre um tarantino soft e um woody allen menos depressivo.
tem o ritmo dos ocean's, mas num grupo a 4, numa corrida idiota tipo irmãos cohen.
os rapazes tentam dar os mais brilhantes golpes, num mood muito britsih, a fazer lembrar 'a golpada'.
basicamente passeiam num barco português entre new jersey e saint petersburg
,
para falar com um belga e rebentar uns edifícios, sempre com boa música em fundo.

'let's look at the traila'

:: definitivamente tudo

tu, foste como um dia de folga entre dois compromissos adiados.
e é a lembrança dessa felicidade que me ilumina as palavras.
não digo que te amei por ter possuído o teu corpo, mas sim por ter roçado a tua alma.
se pudesse estar apenas perto de ti, a ouvir a tua voz,
a demorar o meu olhar sobre o teu, ter-te-ia amado na mesma..
fiquei preso no que está para lá do visível; enredado entre as folhas da tua verdadeira essência.
não sei se ainda és aquela que encontrei. mas
, naquela tarde,
sozinhos entre as paredes frescas da casa, foste, definitivamente tudo.

excerto do livro "segura-te ao meu peito em chamas" _ Possidónio Cachapa

:: sweetable mood


:: inteligência emocional

da evolução da espécie:
as mulheres tem mais desenvolvido o hemisfério direito superior do cérebro,
que é o intuitivo, poético e artístico. e perspicaz.
os homens, desenvolveram mais o hemisfério esquerdo superior:
o do pragmatismo, sentido prático, objectividade (básicos, mas práticos).
no entanto, surgiram recentemente, um novo tipo de homens e mulheres:
os que desenvolveram os dois hemisférios e não perderam as suas características definidoras.
ie, mulheres práticas, pragmáticas, excelentes profissionais, mas que continuam doces, sensuais e femininas.
e homens com sensibilidade, envolventes, com capacidades domésticas (como cozinhar), mas continuando práticos, bons profissionais, chefes de equipa.
o resultado?
entendem-se melhor, estes que evoluíram. afinal conseguem pensar da mesma maneira. no mesmo mood.
identificam-se pela partilha de gostos, mesmo que diferentes. pela abertura de espírito para a novidade.
pela capacidade de saber viver melhor.

:: crying out loud mood

:: empatia

estou farto de pessoas simpáticas. gosto mais das pessoas com que crio empatia!
ouvi isto no outro dia e fiquei a pensar em como é uma verdade exacta.
é a empatia que me liga a quem gosto, indiferente da sua forma de ser.
cada vez mais bipolares, não são pelo seu estado que os outros nos prendem (alegre ou triste), mas sim pela capacidade de criar empatia. são laços que ligam: gostos, formas de viver, formas de sentir. formas de ver o dia-a-dia. não porque são necessariamente iguais, mas pela forma como encaixam.
às vezes por proximidade, outras vezes por confronto. a empatia é uma intimidade que resulta da forma como conseguimos compreender o que a outra pessoa sente, reage, vive.
a forma como conseguimos, só num olhar, perceber o que vai dentro da alma do outro..

o termo empatia deriva do grego: 'físico, carinho, paixão, sensação'. foi usado pela primeira vez no início do século XX, por um filósofo alemão para criar a palavra Einfühlung: 'feeling em'. nas neurociências contemporâneas a empatia é uma "espécie de inteligência emocional", relacionada com a capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas, provocando reacções emocionais de proximidade e intimidade.

:: rachel getting married

há filmes que encaixam nos dias perfeitos.
no dia mais chuvoso da semana, ao cair da noite, vi o casamento de rachel.
um filme de tons pastel em escala cinzenta. a celebração da ternura no meio do caos.
tal como a chuva lá fora, o filme encheu o peito de qualquer coisa doce, mas amarga.
a cena final, repeti-a vezes sem conta. pela música brutal, mas tão simples.
como a simplicidade da reflexão:
_ mesmo nos dias cinzentos, é bom ter a capacidade de saber gostar..


a ouvir em repeat mood: wedding waltz, pela tunde adebimpe (excerto)

:: ciúme

'porque eu não quero teu ciúme que é o cúmulo
ciúme é o cúmulo de dúvida, incerteza de si mesmo, projectado no outro,
jogado como lama anti-erótica na cara do desejo mais intenso de ficar com a pessoa'
katia b

felizmente não sou ciumento. ou pelo menos não o projecto.
o que me tem provocado muitos dissabores na vida:
a acusação típica - se não tens ciúmes é porque não gostas!.. pois, o que eu gosto é de não ter ciúmes.
de não ter vontade (necessidade) de controlar, de saber, de estar por perto. assim, embora pareça desligado, consigo ter a maior certeza que nenhuma pessoa ciumenta consegue ter:
- se alguém está comigo ao fim do dia, é porque quer muito. não é porque eu a 'obriguei'!

:: pink martini


playlist pink martini
no hay problema_hang on little tomato
amado mio_sympatique_brazil

:: ubiquidade

substantivo feminino
def: qualidade do que está em toda parte, do que é ubíquo. omnipresença.
faculdade de estar presente em diversos lugares no mesmo instante.

no meio do tempo sempre pouco, às vezes quase que me sinto ubíquo.
entre 2 empregos, n projectos, um mestrado, amigos espalhados por todo o lado, família e uma casa completa, o tempo para tudo isto nunca sobra. a somar ainda a vontade irritantemente constante de ver, ouvir, caminhar, ler, discutir, conhecer. viver.
este fim-de-semana foi uma maratona em ritmo de 100m barreiras. das 6h30 da manhã de sábado até as 7h de domingo foi viver intensamente: trabalho, mestrado, telefonemas, viagem, família, mensagens, viagem, amigos, emails, música, conversa, amigos, viagem. o corpo cansado caiu abraçado no sono. o espírito encheu as baterias para mais uns dias. ubíquo? quase..

:: ciber flâneur

se o presente é o que se impõe, a aceleração predomina, logo, o espaço reduz-se.
Paul Virilio, L’espace Critique, Choix Essais

o flâneur continua a sua deambulação. não nos moldes clássicos apresentados por Baudelaire, dado que a evolução Histórica o liquidou, mas como um novo personagem: o ciberflâneur.
a velocidade alcançada ao acelerar o acesso à informação, afasta-o da sua apropriação.
o ciberFlâneur é omnipresente e comunica de diversos lugares em deslocamento constante.
uma vez que a integração na rede, não lhe exige uma presença física e real, permite-lhe um relacionamento sem compromisso num espaço que não aceita uma definição, seja ela territorial ou geográfica.
é possível uma infinidade de estados, desde a ausência, ao ocupado, ao offline, sendo que nenhum deles possa ser verídico, perdendo-se assim a condição definidora de verdade.
neste sentido a unicidade e espontaneidade do flaneur perderam-se: ele era uno e poderia apenas caminhar pelo percurso que estabelecia diariamente, entre ruas e calçada..
por outro lado, embora sendo apenas um espírito e um corpo, podemos agora estar em multi-estados e multi-locais. com critério, podemos viver mais, experienciar e conhecer mais. embora no mesmo corpo e no mesmo tempo. virtudes (ou não) da virtualização.

:: surrond me


surrondmewithyourlove|3.11porter / adios|zimpala / nowilovesomeone|hollythorsby

instruções de consumo:
puxar as músicas para o ipod. vestir uma malha leve,
um lenço ao pescoço e uns óculos de sol bem largos.
o pôr-do-sol, uma volta pela praia, a brisa fresca na cara,
agua a correr pelos pés, horizonte longínquo..
caminhar põe os sentidos em ordem.

:: cromophobia


sounds for grey&boring days
parovstelar_nightintorino + guiboratto_noturningback
keep walking..

:: salgado

no fim do dia cinzento, descer o areal com o tardio céu vermelho.
o frio da maresia, em contraste com o leve calor da espuma das ondas.
caminhar pela areia molhada e ver-te rodopiar no nevoeiro já escuro do sol posto.
a lua cheia aparece lentamente e estende-se mar dentro.
ao fundo, a luz do farol interrompe o reflexo prateado no horizonte.
mais uma foto. o teu rosto em preto em branco. monocromático como a luz deste fim de dia.
abraçar-te. sentir o teu respirar entre a ondulação. falas-me ao ouvido.
arrepio. do frio quando a agua nos toca os pés. e foge outra vez.
o sabor salgado na tua boca. o calor dos teus lábios. mais uma foto..

:: legendary tiger man



femina é a criação de paulo furtado entre uma mão cheia de mulheres de grande pose.
voz a menos ou a mais, é na atitude que a coisa se destaca, no peso das letras duras.
rita red shoes, qual pj harvey foi a supresa. as versões de asia argento lembram goldfrapp.
cibelle e claudia efe entraram no espírito tiger. phoebe killdeer foi a voz.
tudo somado, hora e meia entre rock e blues, em espírito tarantino, qual shot de hendrick's puro:
um sabor agridoce, entre o cru da guitarra e o ritmo das vozes delas. viciante.

:: iluminar

gosto de luzes.
mais pastel, mais vermelhas, mais brilhantes ou mais sombrias. gosto.
de forma quase doentia, tenho de ter sempre qualquer coisa iluminada por perto.
uma lâmpada de presença, um tubo de pequenas luzes, uma vela, ou o lead do mini-sistema.
qualquer coisa serve para criar um toque diferente num espaço, num encontro, num jantar.
duas velas, numa mesa escura, e o candeeiro vermelho a meia luz ao fundo da sala.
a fresta de um cortinado a deixar entrar apenas um risco de sol, ao fim do dia,
as luzes ao longo do jardim, a marcarem o muro de pedra, até à nogueira iluminada,
a semi-transparência do estore preto japonês, com o laranja do amanhecer na parede do quarto,
o fogo de uma lareira reflectido no tom da pele..

:: inveja

pessoas que falam sobre qualquer coisa, pessoas que conseguem dormir em qualquer lado, pessoas que encontram sempre lugar para estacionar, pessoas que vão ao ginásio e gostam, casas bem decoradas, o cabelo dos outros, pessoas que comem de tudo, pessoas que saltam da cama alegremente, pessoas que conseguem fazer dez coisas ao mesmo tempo, pessoas que conhecem outras pessoas facilmente..

assim, no índice (revista nós) das vinte mais da inveja que os outros têm, em dez estou lá. ora, bem bom.

:: the the



a states reabriu lá por Coimbra. sábado é destino marcado em jeito de revivalismo.
aqui pelo lux, quarta é dia de paulo furtado e as suas 'feminas'.
e de repente a meio da manhã (re)ouvi isto - the the. voltamos aos anos 80, portanto.
abafados por este calor estranho de quase Outubro, uma manhã irritante de trabalho,
um bem melhor contexto eleitoral (com PP e sem a demagogia do BE) e o benfas goleador.
daqui a pouco, estou eu a fazer de javi, a correr atrás de um bola. life goes on. obladi..

:: o gosto de uma mulher

lavanda, de flores, fruta, roupa recém lavada, de chuva, de chuva na grama,
de perfume barato, caro, de roupa nova, suja, de mata, de quotidiano, de rotina, de amor, de paixão,
de lembrança, de vontade, de tristeza, de silêncio, de dor?
porque desde o início, se busca descobrir o cheiro e o gosto de uma mulher.
mesmo que ela esteja ali, sentada no sofá, de pernas cruzadas,
segurando os pés protegidos pela meia de algodão e os tamancos sobre as pernas.
ouvindo e cantarolando a música que os outros cantam e dançam.
talvez um chico buarque, um caetano, um gil, um tom zé, um tom jobim, um vinícius de moraes..
e o que ela só espera, é que alguém sente ao seu lado, lhe diga algumas palavras e a convide para dançar.
ou que apenas lhe dê o encosto. no vão seguro entre o ombro e o pescoço.
sem palavras. sem perguntas. ouvindo e cantarolando a música que os outros cantam..

' adaptado de castaman

:: violent femmes



mulheres de armas. daquelas com personalidade forte, mas quase depressiva. cheias de vida.
a aspirar protecção. com mágoa, mas sem tristeza. com um lado negro, na versão genuinamente bela
.
a fazer lembrar uma frase: 'só pode entristecer quem é feliz. os outros já são sempre tristes'.

ps: polly jean harvey, courtney love e cat power, no only one 'jools holland show'. pure british.

:: carinho

há quem fale do carinho, como um favor, ou um gesto de altruísmo, ou um simples acto piegas.
o carinho, para mim, é ter o prazer de mostrar a alguém o quão especial é para nós.
os mais puros e intensos são mesmo os que se fazem sem a outra pessoa sequer perceber.
chega, para nossa realização, saber que o fizemos.
e saber que, mesmo inconscientemente, a outra pessoa o recebeu.
por exemplo, abraçar quem queremos enquanto dorme, passar as mãos pelos cabelos, medir a febre,
estar alerta a cada tosse, a cada movimento. abrir os lençóis, calçar as meias nos pés arrefecidos.
entregue ao sono, lá no fundo do teu sentir, deve ter-te sabido bem..

:: hapiness

sou feliz pá! ponto final. isto é, raramente entro num mood de tristeza.
dissertando dos porquês, encaro o estado de alma como um acumular de layers.
o primeiro e básico traz-me a certeza -e segurança- de poder ser feliz sempre que quiser. sozinho.
depois é um acumular de sentimentos, pessoas e momentos que vão aumentando a euforia.
layer O: eu, um pôr-de-sol, uma praia vazia, música e um livro..
layer 1: a pessoa que se ama ao lado, para partilhar e viver esse momento.
layer 2: mais uma mão cheia de amigos, um jantar prolongado e uma noite a dançar.
depois vão-se juntado camadas, como o trabalho em dia, os projectos realizados, uma esplanada nova, um concerto, uma exposição, um livro, um belo jogo de futebol.
o layer top:
fazer alguem sentir-se feliz por acção nossa. o teu riso, portanto.

:: copy!

muitas vezes a solução para a crise é mandar toda a gente para a rua!
big time: empresa de eventos de motivação e team building em outdoor.

escrevemos no rótulo o que há muito levamos impresso na alma.
azeite gallo. azeite português.

as melhores coisas da vida não são as que possuis. mas sim as coisas que te possuem.
campanha seat léon

:: joão coração

galã de cezimbra, talking heads, gainsbourg, palmas, coro desbragados, festival da eurovisão, ex-aristocrata, órgãos kitsch, westerns, dylan, jp simoes, chico buarque, luso-honky-tonks, ou.. joão coração

o mais surpreendente compositor, cançonetista, humorista e anti-ícone pop nascido nesta desamada pátria nos últimos muitos anos. mas o que interessa é que neste disco com cheiro a maresia, para ser ouvido com martinis numa mão e uma garota na outra, entre meloas e marisco, descobrimos um Gainsbourg da Arrábida, a resposta portuguesa ao tédio burguês à francesa, as canções que vão ganhar os próximos Festivais da Eurovisão ou a banda-sonora do próximo Wes Anderson.
vai ser um dia de calor..
ao leitor pede-se pouca poeira na cabeça. a João Coração peçam-lhe tudo.'

algumas pérolas para ouvir aqui
o disco 'muda que muda' encontra-se por aí.
o texto foi adaptado de João Bonifácio, in ípsilon, 07.09

:: estrela do mar

numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
e em que o sono parecia disposto a não vir
fui estender-me na praia sozinho ao relento
e ali longe do tempo acabei por dormir

acordei com o toque suave de um beijo
e uma cara sardenta encheu-me o olhar
ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar..

do jorge. para ti, sardenta.